Tangles |
Rafael, 18, Brazil. On the mood to enjoy the amazing things life can offer me. Not exactly predictable, freedom lover, appreciate different people, Publicity student, currently living in Rio (which, by the way, is an awesome city.), Opened to show all I think and feel. Ask questions whether you want to, I'll love to answer them. |
You can still change things.
(Source: im1004)
Cada vez que reflito sobre um assunto, acabo com uma conclusão que, de certa forma, acaba com boa parte do que havia de belo ou místico com relação a ele. Por mais que eu acabe relevando os aspectos racionais que acabam com qualquer resquício de magia das coisas, nunca mais consigo olhá-las com os mesmos olhos. Sob a ótica dos meus devaneios, grande parte das coisas me parece tão artificial, como uma grande montanha de conceitos convenientes que são adotados pelo simples fato de que tornam a realidade um pouco mais fácil de aceitar. São conceitos tão frágeis que acabam se tornando facilmente descartáveis por qualquer um que se disponha a ver através deles.
O ponto em que verdadeiramente quero chegar é que tenho pensado bastante sobre até que ponto convém sair da bolha. Em primeiro lugar, porque esse é um processo irreversível. Não se pode voltar ao estado natural de inocência depois de conhecer o quanto o mundo é malicioso. Em segundo, vale ressaltar que a pessoa alienada da existência de outra realidade vive com grande contentamento na sua. Diria até mesmo que vivem mais felizes assim do que se olhando por outra perspectiva, descobrissem os males do sistema em que se incluem.
Caio mais uma vez naquilo que geralmente é a conclusão das minhas reflexões: a melhor saída está longe dos extremos. Não consigo achar que “pensar” seja realmente ruim (muito pelo contrário!), mas acho que o excesso disso está perigosamente próximo da insanidade completa. Como não é minha intenção deixar de existir, correr o risco de pensar me parece uma troca justa.
No fim da contas, mais do que para aprender um ofício, estou na universidade para adquirir conhecimento que me possibilite refletir sobre esse mundo que me cerca e que, mecânico ou mágico, é, pra mim (mesmo considerando todos os problemas que estão aí), lindo e rico de possibilidades.
(via the-f0rsaken)
(via weareallstarstuff)
(via vincitquipatitur)
(via the-f0rsaken)
(via ryotical)
Ultimamente ando menos tolerante com algumas coisas. Uma delas que tem se manifestado com uma frequência meio desagradável (talvez porque tenho dado mais atenção às redes sociais) é a repetição constante de clichês e, mais que isso, a aura colocada em torno deles, como se fossem um pensamento novo, revolucionário e exclusivo. É angustiante ver como uma frasezinha (mal) feita é adotada pelas pessoas sem que elas ao menos reflitam sobre a sua inconsistência ou superficialidade, e mais angustiante ainda observar que essas pessoas muitas vezes fazem parte da camada considerada “melhor instruída” da sociedade. A coisa já seria bem irritante se parasse por aí, mas eis que surge a eterna necessidade de se sentir original e transforma essas frases, que obviamente são o maior dos lugares comuns, em um grito de “EI, OLHE COMO SOU ESPECIAL E TENHO CAPACIDADE DE PENSAR UMA COISA INTERESSANTE!” .
Eu acho que, no fim das contas, é essa uma das grandes ironias da atualidade: a sede pela diferença direciona as pessoas à pensamentos e atitudes que, no fim das contas, são essencialmente iguais. O ”estar fora dos padrões” se tornou o próprio padrão, e o comportamento diferenciado das pessoas se tornou, mais do que uma expressão natural de sua personalidade, um desespero sem tamanho por ser visto como alguém que não é “simplesmente só mais um”.
Acabam por ganhar, pelo menos de mim, um grandessíssimo facepalm, com direito à “O que esse ser humano está fazendo na terra? Quantos anos ele tem? Oito?”. Pois bem, chame-me de chato, prepotente ou o que você preferir, mas pra mim alguém com maturidade acima da de uma criança de oito anos tem capacidade perfeita de perceber o quão estúpida ela soa quando fala certos tipos de coisa. Não sou obrigado…
(Source: fuckyeahstreetlights)
(Source: someonesetmefree, via ryotical)
(via brokethesamebread)
(via mimeticalmetaphor)
letthetreesdothetalking asked: Fael, meu caro, será que você pode me doar uma pequena porção desse seu dom para escrever? Eu juro que farei bom uso. (:
Oun, sua linda :D Você não precisa de nenhuma ajuda, vai, convenhamos! Além do mais, se você precisasse, ela provavelmente viria de alguém que de fato tem o que te dar hahaha
Mas de todo modo valeuzão, fico contente por você gostar desses pedaços de Fael :)
Porque as coisas tem que ter definição? Precisa ser bonito ou feio, legal ou chato, simpático ou não? Tem que ser tudo sobre o bem contra o mal, ou como uma pessoa nasce virtuosa e honesta enquanto outra é um poço de malícia, pronta para passar a perna em quem cruzar seu caminho?
Por favor, o mundo é bem maior que esses dualismos medíocres.
Na verdade, são esses dualismos que geram muitos dos males contra os quais a sociedade luta. É esse extremismo que leva às atitudes fundamentalistas e ignorantes. Que fazem com que alguém ache justo quebrar uma lampada na cabeça de alguém simplesmente porque considera o tipo de amor dessa pessoa inválido.
São esses dualismos que privam muitas pessoas de viver boa parte do que a vida tem a oferecer temendo o quão “más” as coisas provenientes do “mundo lá fora” podem ser.
Não vejo porque eu não possa ser, ao mesmo tempo, sorridente e austero. Brincalhão e sério, carinhoso e rígido, conservador e moderno, calmo e nervoso, paciente e determinado. Isso se chama equilibrio.
Essa é a pecinha que falta pra que o mundo seja um lugar mais fácil e agradável de se viver. É o conceito que, uma vez absorvido, será causador de mais harmonia e convivência menos estressante. É isso que vai fazer com que não nos sintamos as piores criaturas do mundo toda vez que fizermos algo que foge à linha do bem-aceito. É o que vai nos permitir ser, enfim, o que de fato somos.